NOTÍCIAS

Orientações - Programa Fitossanitário da Abapa (Controle do Bicudo)

Publicada em: 24/07/2014



Luís Eduardo Magalhães-Ba, 15 de julho de 2014.
Prezados (as) Associados (as),

Notamos que o bicudo do algodoeiro ( Anthonomus grandis ) encontra-se nesta safra em 80% das propriedades de algodão no oeste da Bahia, com índices de 2 a 8% ( zona vermelha ) chegando entre 25 até 70% em alguns lotes de propriedades em núcleos que cultivam algodão. Estamos propondo algumas ações que devem ser adotadas, para diminuir a população do bicudo neste final de safra 13/14. Esperamos com estas ações chegar ao fim da entre safra, pré safra e no início do florescimento, reduzindo os índices de bicudo e o numero de aplicações durante a safra 14 / 15. As ações propostas pelo Programa Fitossanitário para serem adotadas pelos produtores de algodão e toda cadeia produtiva, são:

I. 03 ( três ) aplicações de inseticidas específicos para bicudo, no final do ciclo.
• 01 (uma ) aplicação na desfolha do algodoeiro.
• 01 ( uma ) aplicação antes da colheita.
• 01 ( uma ) sobre os restos culturais destruídos ( imediatamente após a passagem do triton ).
II. Colocação de tubo mata bicudos, simultaneamente ao manejo de desfolha do algodoeiro: recomendação 60 mts de distância entre tubos.

III. Implementar a destruição de soqueira do algodoeiro ( química ou mecânica ) 15 dias após o inicio da colheita, respeitando a data limite de 31 de agosto de cada ano.
• Art. 3º - A eliminação das soqueiras continuará a ser regida pela Instrução Normativa MAPA nº 49, de 28 de novembro de 2000, que estabelece a data limite de 31 de agosto de cada ano.
IV. As sobras remanescentes pós destruição das soqueiras do algodoeiro devem ser imediatamente controladas ( química ou mecanicamente ).
V. A TOLERÂNCIA DE BOTÕES FLORAIS NOS RESTOS CULTURAIS DEVEM SER Z E R O .
VI. Planejar o melhor método com eficácia na destruição da soqueira do algodoeiro principalmente para as áreas que serão rotacionadas com soja/algodão, milho/algodão e outras culturas, levando também em consideração o posterior manejo de tigueras e eventuais sobras de materiais com tolerância a herbicidas do mesmo princípio ativo. Ex: (Soja RR/Algodão RR).
VII. Realizar com eficiência manejo das soqueiras principalmente em soqueiras RR/LL evitando presença de sobras remanescentes, bem como no manejo dos fluxos de tigueras com pontualidade, visando uma melhor eficácia.
VIII. Eliminar totalmente as plantas voluntárias ou tigueras e as rebrotas até o prazo máximo de 15 ( quinze ) dias de sua germinação e ou aparecimento de suas terceiras folhas ( portaria Adab – 174 / 2004 - ART. 3º § 2º )
IX. Planejar observando o ciclo das culturas em áreas de rotações – soja precoce sucedendo algodão. Após senescência ocasionam o surgimento de tigueras de algodão.
X. Transportar capulhos, sementes e caroço de algodão a granel em veículo com carroceria totalmente coberta e vedada por lona ( portaria Adab - 289/2011 - ART.1º ).
XI. Eliminar e controlar as tigueras de algodão no perímetro de abrangência de suas propriedades ( estradas vicinais, carreadores e rodovias).
XII. Instalar armadilhas com feromônios entre 100 – 300 metros , numa altura de 1,5 metros acima do nível do solo, 9 – 11 semanas antes da data prevista para a semeadura do algodão.
XIII. Priorizar os inseticidas eficientes e aplicações em UBV.
XIV. Depois da semeadura do algodoeiro, iniciar as aplicações de inseticidas nas bordaduras na primeira semana da germinação.
XV. Repetir as aplicações de inseticidas em bordaduras semanalmente até os 120 DAE ( Dias após Emergência ).
XVI. Após os 120 DAE ( Dias Após Emergêencia ) passar para as aplicações de inseticidas em área total.

XVII. Priorizar os inseticidas eficientes nas aplicações em UBV.

Programa Fitossanitário da Abapa
Associação Baiana dos Produtores de Algodão